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78GE Monte Castelo

Contos

Contos de Acampamento

Chefe: Cavalcante

 

 

 

Certo dia em um acampamento.

Para ser mais exato, acampamento “Rango bom” com nove dias de duração, era quase final da terceira ronda, por volta de quatro horas da manhã quando um dos escoteiros que faziam a ronda dirigiu-se à barraca da chefia e chamou-me "chefe tem alguma coisa ali na mata próximo ao acampamento”, isso para mim já se tornou tão comum que procuro dormir próximo à entrada da barraca (que comporta até dez pessoas, uma antiga barraca do exército), então como eu sempre faço de imediato despertei de um sono leve. Ainda deitado, com uma das mãos procurei abrir uma aba da frente da barraca e olhei na direção que o escoteiro apontava. Para minha grande surpresa, uma imagem assustadora surgiu entre arbustos e árvores que rodeavam o campo geral.

Nesse instante vejo uma figura com uma foice na mão direita, um chapéu de abas largas e um clarão em volta dessa figura de modo que só podia-se ver uma silhueta, perguntei pelos outros dois elementos que também faziam aquela ronda, ele então me respondeu, "chefe eles foram verificar um barulho próximo ao campo”. Em seguida larguei a aba da barraca, rapidamente calcei meu coturno levantei e saí ainda muito confuso com aquela imagem assustadora, na área central do campo sob a cobertura do paraquedas que protegia a mesa do refeitório geral, reuni o pessoal que estava aquele período de ronda de ronda noturna. Fiz uma rápida reunião, eles disseram que ouviram barulho ao redor do campo e também viram algo, mas não sabiam definir o que era.

Baseado na informação que havia e sem esquecer o que eu presenciei a princípio, meu pensamento foi “alguém do grupo estava chegando para reunir-se à tropa como em acampamentos anteriores, mas queria assustar o pessoal da ronda noturna”. Ou seria gente desconhecida que teria a intenção de se aproveitar de uma distração da ronda para roubar algo.

Para maior segurança, reuni duas equipes, uma que ficaria no campo para garantir a segurança do local, outra que comigo iria fazer uma rigorosa verificação ao redor de todo o campo. Isso foi feito sem nada encontrarmos, todo perímetro foi inspecionado e retornamos ao campo. Dispersei as equipes, todos foram para suas barracas e dei prosseguimento às outras rondas, não desconfiei deles, pois um dos integrantes da ronda era adulto e já havia sido escoteiro em outro grupo, era o líder dessa ronda e fazia estágio em nosso grupo. Era seu primeiro acampamento pelo grupo Monte Castelo.

 Conclusão:
Logo após o início da quarta e última equipe de ronda, o sub monitor da patrulha pico da neblina o escoteiro Evaldo Martins, um dos integrantes dessa última ronda, foi a minha barraca e disse que havia notado algo de errado com os elementos da ronda anterior, pois, “eles estavam muito calmos durante todo o episódio”, e ele também notara que havia uma vela apagada sobre a mesa de bambu do refeitório, mas a vela estava morna. Mas não havia necessidade de acender vela, pois tínhamos lampiões para iluminar o acampamento se fosse necessário. Ele deduziu que tudo
não passara de uma brincadeira de mau gosto dos integrantes da terceira ronda. Em seguida determinei que todos os integrantes da terceira ronda fossem chamados para uma reunião de emergência na mesa do refeitório geral naquele instante. Perguntei sobre a verdade dos fatos e as evidências levantadas por Evaldo Martins (escoteiro lis de ouro do (78GE). Após perguntar pela terceira vez, eles resolvem contar a verdade, sem muito detalhe.” Um teria colocado um chapéu tipo selva, pegou uma foice, uma vela acesa e um lençol branco”, isso seria para assustar algum outro escoteiro, mas alguém errou e foi até minha barraca. Por isso, a punição deles foi tirar todas as rondas até o final do acampamento (total nove dias), mas após a primeira noite eu encerrei a punição que eu havia aplicado pela grande trapalhada que eles aprontaram, e as rondas voltaram ao normal. Essa foi uma de muitas histórias nesses vinte anos do grupo Monte Castelo.

 

Chefe: Cavalcante

 

Uma pequena volta ao passado.

 

Ao chegar ao 78º Ge em março de 1988 encontrei pessoas maravilhosas, entre elas haviam quatro monitores; Olegário, Anderson, Wellington e Marcos Alexandre. Aprendi a respeitar e admirar aqueles jovens. Eles eram bem diferentes entre si, mas formavam uma tropa única, tamanha a harmonia que predominava. Jovens inteligentes que gostavam de desafios. Para mim foi um orgulho trabalhar com eles e com todos os jovens que compunham as patrulhas naquele período.